USE MAS NÃO ABUSE

Diz o velho ditado ”quem usa, cuida”, mas infelizmente nem sempre é assim, e isso é em relação a tudo, quer de um simples par de tênis, ao próprio automóvel, ou da sua casa, à higiene pessoal,  quem é cuidadoso, capricha e mantém o foco.

Por exemplo, convivemos com pessoas e amigos que muitas vezes curtem cozinhar um bom prato, visto que a culinária tornou-se mais acessível, via TV e Net, todavia raros são bem sucedidos e em algumas ocasiões, observamos que é mera questão de detalhes, mas detalhes fundamentais, para o sucesso “daquele” saboroso quitute.

Um desses detalhes: a manutenção de suas facas!!!

E aqui vai o primeiro toque: guarde-as com carinho. Proteja as lâminas. Uma opção é comprar um protetor próprio para lâmina, existem muitos, mas os europeus são imbatíveis, caros e chiques.

Mas não se preocupe, outra opção, são os protetores de madeira, ou resina, que são duráveis e cumprem bem o papel de proteger.

Não gostou da ideia, ou pode até guardar enrolada em um pano, desde que proteja suas companheiras cortantes!!!

O segundo toque: a tábua que você utiliza para os cortes, é importante, pois causa o impacto constante, e isso interfere no desgaste da lâmina.

Tábuas de vidro costumam machucar mais o fio da faca, já os de bambu, ou mesmo de madeiras, são mais suaves para ser utilizada no uso doméstico, e mantém o fio por mais tempo. Nunca em cima de pratos, granitos ou fórmicas.

TÁBUA DE BAMBU

É muito lógico o terceiro toque: afiar a faca!!!

O fio é o ângulo da lâmina. O afiador é muito indicado para se ter um em casa, e usar sempre antes ou depois de utilizar suas facas.  Se você usar constantemente o afiador, manterá a lâmina com fio, além de facilitar o serviço na cozinha seja qual for o alimento que atravessar na sua frente.

A Chaira é a ferramenta mais indicada para se afiar uma faca. Depois de apoiada, com a faca aberta uns 10 graus, tente “cortar” a chaira, bem devagarinho, até a ponta.

Repita esse movimento dos dois lados da faca, algumas vezes, essa afiação deve durar em média 40 ou 50 cortes.

Outra dica: Lave a faca simplesmente com água e sabão e nunca a guarde largada na gaveta, o atrito com os talheres acabam com a afiação. Nunca lave a faca com a parte verde da esponja de pia; isso acaba com a afiação também.

Como diria Seu Jorge “É isso aí”. . . Espero que os toques, tenham sido todos de primeira, tenham sido úteis e que de alguma forma renovem o cuidado, o capricho e o foco de cada um, pelo menos dentro da cozinha.

AFIADOR E FACA

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FOICE – UM SÍMBOLO DO TEMPO

O que a Foice tem de simples por ser constituído de uma lâmina encurvada presa a um cabo, muitas vezes em madeira, e cujos restos já foram encontrados feitos em pedra bem afiada da época dos sumérios, com cerca de 3000 anos – portanto antiga o bastante para ser nosso destaque neste artigo – tem também de complexidade quanto à extensa simbologia em torno desse instrumento.

FOTO FOICE

 

Por exemplo, a Foice é conhecida como símbolo da morte no sentido de transformação, renascimento.

Esse conceito de morte já existe em muitas sociedades, desde o início da história. E a partir do século XV, a cultura greco-romana estava em alta e inspirava os principais artistas da época, que se expressavam geralmente através de pinturas nas quais mostravam a morte como uma figura esquelética, carregando uma foice e vestida com um manto negro com capuz.

Também na cultura ocidental, a Morte é frequentemente representada por essa figura.

No oriente é chamada de Shinigami (Deus ou Anjo da Morte).

Todavia, a Foice é também considerada um símbolo do tempo que a tudo destrói, aniquila e desfaz, e de maneira controversa em algumas culturas manifesta a imagem de um renascimento.

Agora se estiver acompanhada de um martelo, é um símbolo imediatamente ligado ao comunismo e ou aos partidos políticos comunistas.

Essas duas ferramentas simbolizam o proletariado industrial (o martelo) e os agricultores e ou camponeses (a foice), duas classes cuja aliança é considerada fundamental pelos marxistas-leninistas para o triunfo da revolução socialista.

Esse símbolo tornou-se muitíssimo conhecido por ter sido agregado à bandeira vermelha da União Soviética.

FOTO BANDEIRA FOICE

Já no baralho cigano a carta Foice significa desistência de alguma coisa importante para trilhar novos rumos. Uma foice ceifando o trigo significa um corte doloroso, mas necessário.

No amor, essa mesma carta representa uma separação conjugal, mas se for rodeada de outras cartas positivas indica a possibilidade de uma nova chance.

FOTO BARALHO FOICE

Com tanta simbologia em torno desse antigo instrumento, nos resta a certeza absoluta de que mãos calejadas as manuseiam diariamente, para podermos desfrutar de uma cidade e também estradas mais limpas e bonitas muito embora, ainda hoje, certos alimentos que estão em nossa mesa fatalmente passaram pelo fino fio da Foice.

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PODAR E CORTAR, NECESSIDADE E PRECISÃO

“É preciso cortar o mal pela raiz“ é um velho provérbio, que sugere, no mínimo, certo radicalismo. Principalmente se estivermos no “terreno das plantas”.

Antes de qualquer coisa, devemos entender a diferença entre corte e poda. Voilá !!!

A poda” é essencialmente, desbastar, diminuir as ramas.

Mas é necessário primeiramente saber a respeito das boas técnicas de poda, e isso requer conhecimento técnico.

Por exemplo, a poda pode ser tanto radial quanto vertical, e existente, nas extremidades dos ramos, por isso, ao cortarmos a ponta dos galhos cortamos também o fornecimento de hormônios daquela região.

A planta, biologicamente, não irá direcionar tantos hormônios para outros locais dela mesma, onde certamente está em quantias suficientes.

Através da poda chamada seletiva podemos cultivar uma planta com altura e diâmetro que quisermos, ou até mesmo aumentar a produção de flores ou frutos.

A hora ideal para as podas é diferente para cada espécie de planta, por exemplo, a maior parte dos arbustos, pode ser podado, já com o surgimento do quarto ou quinto par de ramos laterais.

Seja qual for a técnica ou a planta escolhida, é importante que se utilize sempre instrumentos de corte limpos e afiados.

Leve em conta, que lâminas enferrujadas podem ser um meio de contaminação para a planta, que por sua vez entrarão em contato com os tecidos no interior da planta no momento do corte.

É importante também que tesouras de poda estejam sempre afiadas, pois se as lâminas estiverem cegas machucam a planta, que muitas vezes podem não cicatrizar além de facilitar o surgimento das pragas.

FLOR DE PODA

Quanto ao “corte” encontramos duas situações: cortes para aumento por meio de reprodução (enxerto) ou corte em flores para decoração, que trataremos a seguir.

A melhor ferramenta para corte de suas flores é uma faca, esta precisa estar muito bem afiada para fazer um corte exato.

As melhores são as facas especiais de floristas. Todavia tesouras podem ser usadas, mas o resultado não é o ideal.

Primeiro, as flores precisam ter boa qualidade e em época correta de amadurecimento.

Desde que cortada da planta, a flor começa a envelhecer e depois como tudo mais, a morrer.

FLOR DE CORTE

No caso mais comum, o das rosas, é aconselhável não tirar os espinhos dela, pois os danos podem afetar as qualidades de conservação.

Certifique-se também que a temperatura do ambiente esteja adequada.

Como vimos, não só no sentido de necessidade como também de precisão, tanto na poda quanto no corte, uma ferramenta preparada e algum conhecimento viram arte.

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CUTELO: UM ELO COM A HISTÓRIA

 

Não só pelo formato e tamanho ou por ser dotado de uma curva cortante, afiada e convexa o que, por si mesmo, já demonstra certa agressividade, nem tampouco por ser um substantivo masculino, devemos ter respeito pelo “cutelo”, e por toda a sua trajetória histórica, (com h) que demonstra ser antiguíssima, sobretudo, verdadeira.

No livro mais antigo e importante de todos os tempos, a Bíblia, datando de mais de 3.500 anos, já encontramos citado por duas vezes, o cutelo nas mãos de Abraão, prestes a ceifar a vida do próprio filho.

O cutelo também está intimamente associado, (pasmem), com um antigo instrumento de decapitação, (isso mesmo), e olha que em Atenas, aqueles que fossem sentenciados à morte, tinham algumas mórbidas escolhas a fazer, entre a morte por estrangulamento, o corte da cabeça com o cutelo e o envenenamento, e de todos o menos preferido era o corte com cutelo gigante, por ser considerada a mais dolorida de todas.

Já em Roma, antes de Júlio César, o enforcamento e a decapitação eram as modalidades mais usuais.

CUTELO MEDIEVAL

CUTELO MEDIEVAL

Atualmente (e infelizmente…), ainda percebemos esses métodos selvagens de decapitação por cutelos e afins correndo na Internet em rituais terroristas islâmicos, que nos fazem refletir até que ponto poderá ser maligno o coração de homens apartados de tudo e de todo o sentido racional?

Virando a página, encontramos os cutelos com ares e dons culinários, desde que em hábeis e competentes mãos de chefs.

Vamos citar dois tipos: o europeu e o chinês.

O cutelo europeu é mais pesado, e serve principalmente para cortar ossos, feito um machado.

CUTELO EUROPEU

CUTELO EUROPEU

Seu concorrente chinês é muito mais útil e ágil, pois pode fazer diversos tipos de cortes, com destaque para aqueles que exigem exatidão. É indicado para fatiar, cortar legumes, frutas, ervas e lógico carnes.

CUTELO CHINÊS

CUTELO CHINÊS

Portanto, tanto os avós do cutelo, em seus ofícios matadores, quanto as suas versões mais atuais e culinárias, é certo que estamos diante de um personagem figurante e importante de nosso tempo.

E como tudo precisa de conhecimento e prática para ser manejado com maestria, pratique, cuide bem de seu cutelo e use-o para transformar sabores e fomentarem unicamente “vida”!

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CONVERSA AFIADA

Numa manhã fria, dois lenhadores cortavam árvores, cada qual com seu machado.

Mantinham-se a uma certa distância um do outro, afim de não se distraírem com conversa fiada, embora, vez por outra gritavam recados e ou provocações.

Apesar de não se enxergarem devido à vastidão da mata, um deles não parava de trabalhar nem por um instante, mas percebia que de hora em hora, o outro lenhador parava por cerca de dez minutos e voltava ao árduo trabalho, e isso o intrigava.

Lá pela hora do almoço, como era costume entre o pessoal da região, pararam no mesmo horário, e o lenhador intrigado se dirigiu ao outro lado da mata, a fim de verificar quanto o seu vizinho de trabalho havia progredido no serviço.

E chegou estufando o peito e dizendo:

– Eu já cortei dez árvores e você???

Grande surpresa numa simples resposta:

– 20 árvores, por que???

O intrigado argumentou:

– Não é possível, visto que ouvi que você parava toda hora, como conseguiu isso???

– Ora eu não parava simplesmente, mas a cada determinado tempo, eu tirava dez minutos para afiar o machado, o que certamente me rendia muito mais no trabalho.

O intrigado e agora ruborizado lenhador, pode comprovar com os próprios olhos a verdade por trás das vinte árvores caídas – um reluzente e afiadíssimo machado.

FOTO MACHADO

Conclusão:

Não basta ter as ferramentas certas e de qualidade em mãos hábeis, mas buscar a sabedoria para uso de maneira perita, em toda e qualquer ferramenta.

 

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BOWIE: UMA LENDA AFIADA

Uma boa estória contada milhares de vezes, não tenha dúvida, mentirosa ou verdadeira, se transformará em lenda.

Uma delas, começou nos idos dos anos sessenta quando o desconhecido, David Robert Jones, um adolescente magro e desconhecido, com mania de cantor,  arrumou uma briga, comum nos arredores da sua escola na cidade de Brixton – Inglaterra, mas acontece que naqueles saudosos anos os garotos não andavam com um walk man ou um celular no bolso, mas sim com um afiado canivete Bowie, pronto para ser sacado caso a situação não fosse das melhores.

Desnecessário dizer que, ao final do embate o ferimento exposto no olho direito de David, deixaria graves seqüelas, mas também seria uma marca registrada pelos resto da sua vida.

Após três cirurgias, e meses de tratamento no olho alvejado, sua pupila ficou permanentemente dilatada, e  podia se observar um olho azul e são, enquanto o outro negro e estranho.

Nada mal para quem gostava de chamar a atenção.

O jovem David, adotou o nome do canivete e nunca mais parou de compor e cantar pelo mundo todo nos últimos trinta anos de estrada, e inclusive já tocou no Brasil nos anos de 90 e 97.

E naturalmente transformou-se em sua própria lenda.

BOWIE BLOG

Hoje em dia o canivete não está tão em moda, mas também não desapareceu completamente, atravessou décadas sendo ainda típico os seguintes tipos: canivete suíço, canivete de camping, canivete tático ou o clássico nacional, canivete pica fumo.

O que todos, porém, concordam é que para qualquer tipo de uso é imprescindível que essas pequenas e úteis lendas cortantes estejam sempre muito bem afiadas.

CANIVETE BLOG

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FAÇANHAS E FACÕES

Todos nós já fomos crianças, e evidentemente nesta época, estudamos as bases do conhecimento humano, e em algum momento passado, tivemos contato com a história dos bandeirantes, muito embora, hoje em dia trafegamos vez por outra pelas Rodovias dos Bandeirantes ou Fernão Dias, não nos damos conta da saga vivida neste período por esses bravos aventureiros.

Era uma longínqua época que começara por volta de 1554, e que envolvia grandes viagens ou expedições, chamadas de entradas quando financiadas pelo governo colonial, ou bandeiras quando empreendidas por fazendeiros e comerciantes particulares, contudo ambas, tinham uma única finalidade: explorar o território brasileiro, em busca de riquezas minerais, terras e escravos.

Normalmente saiam da Vila São Paulo de Piratininga, o que hoje é chamada São Paulo, maior cidade da América do Sul.

As expedições sempre contavam com mais ou menos umas 50 pessoas, entre homens livres, como mateiros que sabiam muito da região a ser explorada, e também escravos negros e índios que faziam o serviço pesado.

Nas tralhas dos principais bandeirantes, Fernão Dias, Borba Gato, Raposo Tavares entre tantos outros, figurava como indispensáveis acessórios, a espingarda que era carregada com bolas de ferro, diretamente pela boca do cano, e afiados facões, machados e foices, que efetivamente desbravavam a mata e ceifavam pequenos animais para as principais refeições diárias. FACÃO BLOG

Os desbravadores eram homens duros, talvez heróis, que aprisionavam e escravizavam, e morriam se necessário, em busca de fama e riqueza, e ainda hoje desfrutamos desta busca, pense nisso no próximo fim de semana quando estiver buscando aventuras modernas.

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